Mais uma vez, Barra Velha aparece na televisão (cidade na qual eu moro). Cidade litorânea do norte catarinense, com aproximadamente 19.474 habitantes, com uma área de 278 km². Não foi pelas “inovações” feitas, em sua falta de estrutura ou por causa de algum personagem folclórico, que esta cidade apareceu, mas sim, por causa de um fato que todos nós brasileiros estamos acostumado a ver e ouvir.
Segundo denúncia, o médico Alessandro de Moura teria recebido uma média de 514,25 horas extras, de janeiro a abril (em janeiro foram 491hs, 440hs em fevereiro, em março 543hs e em abril chega a 583hs e detalhe, nem se trabalhasse 24 horas por dia, no mês passado, teria conseguido cumprir o expediente e as horas extras que constam no relatório da Fundação Hospitalar da cidade. Com as 160 horas contratuais, ele teria feito 743 horas em abril, quando o mês tem 720 horas). O diretor da Fundação Hospitalar, Alzerino José de Souza, desconhece os relatórios e ainda cita que não está assinado por ele. Mas olha que coisa engraçada, não só o relatório de abril, mas dos três meses anteriores também se encontra assinado por ele e (o pior), ainda diz que acredita que o médico possa ter trabalhado todas as horas: “ele trabalho realmente bastante, exaustivamente”.
Somadas as horas extras, mais o salário mensal de R$ 8 mil reais por mês, o médico teria recebido cerca de R$166 mil reais da prefeitura nos quatros primeiros meses desde ano.
E tem um pequeno detalhe que não foi divulgado na reportagem, Alzerino José de Souza, carinhosamente apelidado por suas alunas de Tio Alze, é professor de matemática formado pela Univille (Universidade de Joinville), atualmente não está lecionando (ainda bem!). E não é a primeira vez que, está envolvido com esquemas de desvio de dinheiro público. Agora entendo o motivo dos seus alunos, serem péssimos em matemática.
Lamentavelmente, fatos como este, acontecem em todos os lugares do Brasil. Cabe a nós brasileiros mudar essa situação. Se caso souber de algum escândalo em sua cidade, divulgue a todos e incentive a marcharem para lutar por mudanças e assim levando o nosso país ao progresso.
Depois da divulgação da reportagem, Alzerino disse que (pasmem!) foi erro de digitação (?). Mas errar durante quatro meses? Hilário, não acham? Mas se é erro de digitação, não precisa ser professor de matemática como ele para saber que está errado, basta fazer os cálculos simples ou ele não lê o que assina, sendo que ele como diretor tem uma responsabilidade enorme e por isso precisa ter uma atenção redobrada? Acredito na nulidade das duas hipóteses. Bem, pelo menos ele não uso aquela explicação clichê: “foi intriga da oposição”.
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